07 agosto 2012



Relembrando
O antigo jovem tempo quando
Pelos sombrios corredores da casa antiga
Nas solenes penumbras do silêncio
Eu recitava
“As três mulheres do sabonete Araxá”
E minha avó se espantava

05 agosto 2012

Viver muito tempo é sobreviver a muitas coisas, a pessoas amadas, odiadas, indiferentes, a reinos, capitais, mesmo a florestas e árvores que semeámos e plantámos na juventude. Sobrevivemos a nós mesmos, e até ficamos gratamente reconhecidos quando já só nos restam alguns dons do corpo e do espírito. Aceitamos com agrado tudo o que é efémero; e basta já que o eterno nos seja presente em cada momento para não sofrermos com o tempo que passa.
Goethe . Abril de 1823

03 agosto 2012

Um louco apaixonado seria capaz de fazer fogos artificiais com o sol, a lua e as estrelas, para divertir a mulher amada.